Tudo que eu queria era ser o senhor do tempo. Com o meu cetro, eu controlaria os ponteiros do relógio de plástico preto, que repousa na prateleira de vidro parafusada na parede azul do meu quarto, cuja decoração eu detesto com tanta força.
Com o meu cetro de diamantes, eu faria a roseira do meu quintal florescer e ser a roseira mais linda já vista. Com meu cetro, eu faria a próxima semana chegar logo. Com o meu cetro, eu faria o momento de crise passar em menos de um segundo daquele relógio preto lá de cima.
Com meu cetro de ouro, eu faria as pessoas que eu amei, mas que já se foram, voltarem. Com meu cetro, eu faria com que as pessoas que eu amo, nunca se vão. Ser o senhor do tempo me permite ser egoísta desse jeito. Eu traria a tempestade mais rápido, só para ouvi-la batendo no meu telhado. Mas então, eu faria ela ir embora o mais rápido possível, depois de me lembrar que existem pessoas que não podem se proteger dela, e por isso, sofrem muito, tudo às custas dos meus privilégios.
Com meu cetro de madeira, eu faria a dor passar logo e nunca mais permitiria que ela voltasse. Com meu cetro, eu faria o mundo rodar mais rápido, até o ponto onde não há mais miséria nem sofrimento. Com meu cetro, eu me levaria até o meu último minuto de vida, só para ver como é e depois voltaria no tempo antes que este minuto acabasse.
Com meu cetro de barro, eu tentaria salvar o mundo, porque eu sempre achei que isso fosse uma obrigação minha. Com meu cetro, eu me levaria até o dia em que eu começarei amar e a ter orgulho de mim. Até o dia em que o medo já terá deixado de existir e eu confiarei em mim mesmo.
Com o meu cetro, eu controlaria o tempo.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Emma - Parte 3
Mais uma vez sozinha, mas não por muito tempo desta vez. O rosto sem maquiagem, o mesmo vestido de veludo verde da noite passada e mais um drink nas mãos enquanto fechava as cortinas e arrumava uma pequena e elegante maleta.
Ela foi até a cozinha, jogou o resto do drink na pia, jogou o casaco de pele nas costas, pegou a maleta e saiu de casa, deixando a porta aberta, mostrando a sala escura no fundo, com a vitrola em silêncio e o divã fora do lugar. Quando chegou no pé da escada do hotel, ela se sentou em um degrau, tirou um par de sapatos masculinos(bem mais confortáveis) da mala e os calçou. Ninguém ia vê-los por baixo do vestido mesmo. Mas ainda assim, ela entrou sorrateira no banheiro que havia no saguão e se maquiou rapidamente antes de sair para rua.
Era natal e a neve começara a cair e sem saber ao certo para onde ir, Emma continuou andando. A luz dos postes e dos faróis dos automóveis que passavam comemorando iluminavam sua cabeça baixa, a mão segurando o casaco fechado, a outra carregando a maleta. A barra do vestido já estava bem molhada a essa hora e se agarrando nos seus pés. O jazz tocando nos bares enquanto as pessoas dançavam sorridentes como podiam.
Cinco quarteirões muito movimentados depois, ela achou outro hotel em que poderia se hospedar por algum tempo com o dinheiro que roubou dos bolsos do seu ex-amante antes de sair. No quarto, ela tirou a maquiagem e toda a roupa, menos os sapatos e a lingerie, então se jogou na cama, exausta e ainda muito confusa sobre ter "fugido" e sobre o que iria fazer. O quarto aquecido logo a fez adormecer como nunca havia antes.
Ela foi até a cozinha, jogou o resto do drink na pia, jogou o casaco de pele nas costas, pegou a maleta e saiu de casa, deixando a porta aberta, mostrando a sala escura no fundo, com a vitrola em silêncio e o divã fora do lugar. Quando chegou no pé da escada do hotel, ela se sentou em um degrau, tirou um par de sapatos masculinos(bem mais confortáveis) da mala e os calçou. Ninguém ia vê-los por baixo do vestido mesmo. Mas ainda assim, ela entrou sorrateira no banheiro que havia no saguão e se maquiou rapidamente antes de sair para rua.
Era natal e a neve começara a cair e sem saber ao certo para onde ir, Emma continuou andando. A luz dos postes e dos faróis dos automóveis que passavam comemorando iluminavam sua cabeça baixa, a mão segurando o casaco fechado, a outra carregando a maleta. A barra do vestido já estava bem molhada a essa hora e se agarrando nos seus pés. O jazz tocando nos bares enquanto as pessoas dançavam sorridentes como podiam.
Cinco quarteirões muito movimentados depois, ela achou outro hotel em que poderia se hospedar por algum tempo com o dinheiro que roubou dos bolsos do seu ex-amante antes de sair. No quarto, ela tirou a maquiagem e toda a roupa, menos os sapatos e a lingerie, então se jogou na cama, exausta e ainda muito confusa sobre ter "fugido" e sobre o que iria fazer. O quarto aquecido logo a fez adormecer como nunca havia antes.
Esqueci o título
Por algum tempo, ele acreditou que sua vida não seria muito diferente da vida da maioria das pessoas. Por algum tempo, isso o deixou triste, pois ele era um homem de tantos sonhos! Por algum tempo, ele acreditou que a sua vida não seria nada mais que um precipício, que a sua vida seria totalmente o oposto de todos os seus sonhos e que ele nunca iria se livrar da completa frustração.
Por mais algum tempo, a vida dele foi realmente frustrante, onde nada dava certo, onde não existiam saídas para seus problemas, onde a perspectiva de um futuro feliz e agradável se pôs de lado, conformada com a ideia de que teria que esperar por um bom tempo.
Ele decidiu, e isso sou eu prevendo o futuro (mais um futuro repleto de sonhos, como se ele já não tivesse o suficiente), que iria deixar o tempo passar e deixar as coisas se encaixarem sozinhas por enquanto. Ele decidiu se conformar com a ideia de que não há mais nada que ele possa fazer, mas esperar.
Acontecesse o que acontecesse, viesse o que viesse, ele teria que lidar da melhor forma possível com o que tivesse nas mãos e a ideia de que sua hora iria chegar, e ele logo teria a chance de se pôr em ação, o excitava infantilmente.
Por mais algum tempo, a vida dele foi realmente frustrante, onde nada dava certo, onde não existiam saídas para seus problemas, onde a perspectiva de um futuro feliz e agradável se pôs de lado, conformada com a ideia de que teria que esperar por um bom tempo.
Ele decidiu, e isso sou eu prevendo o futuro (mais um futuro repleto de sonhos, como se ele já não tivesse o suficiente), que iria deixar o tempo passar e deixar as coisas se encaixarem sozinhas por enquanto. Ele decidiu se conformar com a ideia de que não há mais nada que ele possa fazer, mas esperar.
Acontecesse o que acontecesse, viesse o que viesse, ele teria que lidar da melhor forma possível com o que tivesse nas mãos e a ideia de que sua hora iria chegar, e ele logo teria a chance de se pôr em ação, o excitava infantilmente.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Uma Ficção
Quando ela era pequena, mas bem pequenininha mesmo, ela gostava de brincar com bonecas, assim como todas as garotas da idade dela costumam gostar. Mas, ao contrário de todas as garotas da idade dela, ela não imaginava histórias onde ela era a princesa e havia o príncipe que vinha lhe salvar. Não. Ela imaginava que ela era a prefeita de uma grande cidade. Sim, exatamente, nada de castelos, nada de princesas inocentes com vestido cor de rosa, na de príncipes viris em cavalos brancos, mas prefeita.
Ela também gostava de ler muito, mas muito mesmo, principalmente livros repetidos. Ela gostava de se imaginar como uma das personagens do livro e em como ela agiria na situação narrada. Ou, às vezes, ela se via como a autora do livro sendo entrevistada em grandes programas e andando em tapetes vermelhos.
Quando ela assistia a um filme, ela interpretava a protagonista na solidão do seu quarto, usando alguns cobertores como figurino.
Quando ela cresceu, ela começou a ficar sozinha em casa e sua inocência começou a ir embora junto com sua imaginação. Ela começou a ser responsável por várias coisas e ela se tornou o contrário do que era. De "risadinha", como era chamada pelo seu pai, para uma menina sem cor, que perdeu a paixão pelos livros que tanto amava, que perdeu a paixão pelos filmes que protagonizava, que perdeu a paixão pelas músicas que cantava no chuveiro, que perdeu a paixão por si mesma.
Mas, apesar de tudo, ela ainda sentia umas cócegas bem lá no fundo do peito, onde era bem difícil de alcançar. Mas ela sentia. Ela sabia que havia algo ali e ela se decidiu a não deixar aquilo fugir. Por um tempo, ela tentou se encontrar. Ela encontrou sua paixão na arte, na música e na moda. Aos poucos, a realidade voltou a lhe estapear e ela perdeu a paixão por tudo aquilo que fazia seu coração bater, de novo.
Um dia, ela se viu só, vazia, mais do que nunca. Ela se viu sem emprego, sem faculdade, um fracasso. Ela se viu sem paixão, sem graça, sem cor, sem sorriso. Ela se viu se forçando a sorrir, se forçando a parecer alegre e satisfeita. Mas tudo que ela sentia era vazio e vergonha. Uma vergonha insuportável que travava seus membros, que pesava seus ombros e curvava sua espinha.
A menina que sonhava em ser prefeita ao invés de princesa se escondeu com medo, mas isso não significa que ela foi embora. Ela ainda está lá e a mulher de agora sabe disso e vai dedicar sua vida a não deixar essa menina morrer.
Ela também gostava de ler muito, mas muito mesmo, principalmente livros repetidos. Ela gostava de se imaginar como uma das personagens do livro e em como ela agiria na situação narrada. Ou, às vezes, ela se via como a autora do livro sendo entrevistada em grandes programas e andando em tapetes vermelhos.
Quando ela assistia a um filme, ela interpretava a protagonista na solidão do seu quarto, usando alguns cobertores como figurino.
Quando ela cresceu, ela começou a ficar sozinha em casa e sua inocência começou a ir embora junto com sua imaginação. Ela começou a ser responsável por várias coisas e ela se tornou o contrário do que era. De "risadinha", como era chamada pelo seu pai, para uma menina sem cor, que perdeu a paixão pelos livros que tanto amava, que perdeu a paixão pelos filmes que protagonizava, que perdeu a paixão pelas músicas que cantava no chuveiro, que perdeu a paixão por si mesma.
Mas, apesar de tudo, ela ainda sentia umas cócegas bem lá no fundo do peito, onde era bem difícil de alcançar. Mas ela sentia. Ela sabia que havia algo ali e ela se decidiu a não deixar aquilo fugir. Por um tempo, ela tentou se encontrar. Ela encontrou sua paixão na arte, na música e na moda. Aos poucos, a realidade voltou a lhe estapear e ela perdeu a paixão por tudo aquilo que fazia seu coração bater, de novo.
Um dia, ela se viu só, vazia, mais do que nunca. Ela se viu sem emprego, sem faculdade, um fracasso. Ela se viu sem paixão, sem graça, sem cor, sem sorriso. Ela se viu se forçando a sorrir, se forçando a parecer alegre e satisfeita. Mas tudo que ela sentia era vazio e vergonha. Uma vergonha insuportável que travava seus membros, que pesava seus ombros e curvava sua espinha.
A menina que sonhava em ser prefeita ao invés de princesa se escondeu com medo, mas isso não significa que ela foi embora. Ela ainda está lá e a mulher de agora sabe disso e vai dedicar sua vida a não deixar essa menina morrer.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Liberdade
Liberdade é indefinível, assim como grande parte de
tudo o que há no mundo, em termos de subjetividade e dignidade humanas. A
liberdade é indefinível, porque ela é relativa; o seu entendimento depende de
diversos fatores e circunstâncias, sendo a mais importante, a realidade em que
cada pessoa existe.
Para alguns, sendo esta a que pode ser considerada a
mais próxima de uma eventual definição, liberdade é o poder de questionar
tudo ao redor e agir de acordo com esses questionamentos e conclusões deles
provenientes. Porém, para outras pessoas, como aquelas que literalmente
morrem de fome e miséria (não só na África, como muitos afirmam, mas no mundo
inteiro), liberdade talvez seja outra coisa, liberdade talvez seja um prato
de comida e um teto para os filhos.
Existem outros lugares, como Israel, Irã e outros
vários (a maioria) países do Oriente Médio, onde a definição (ou indefinição)
de algo chamado liberdade nem ao menos existe. Nesses lugares de extrema
repressão dos Direitos Humanos universais, liberdade é mantida em segredo pelas
autoridades, já que não é interessante para o governo que as pessoas saibam
daquilo que podem e deveriam ter, mas que só vão conseguir lutando.
Existe certo senso comum que diz que, problemas como
o citado acima, relacionados à repressão da liberdade, só existem nos também já
citados países do Oriente Médio. A repressão da liberdade por parte dos
governos existe em escala mundial, não apenas em um único continente, ou
parte de um, porém tem-se a ilusão de que os ocidentais possuem liberdade de
pensamento e ação total. A realidade é que, felizmente, existe uma noção do que
é liberdade e de como consegui-la nos países ocidentais, que não há em certos
lugares do globo, o que não significa de forma alguma que os ocidentais gozam
dessa liberdade total da qual tanto se gabam.
A liberdade, apesar de indefinível, apesar de
relativa, é um direito de todos os seres humanos. É ela que dá a consciência
do mundo e de seus problemas e possibilidades, mas, infelizmente, ela só
vem com luta. A liberdade só vem para aqueles que não se prendem a si mesmos
com conformismos e se entregam ao conhecimento e à dúvida constante do mundo e
da realidade.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Um conto épico
Para ouvir enquanto lê
Ele coçou os cabelos sujos, fungou e olhou pra baixo, para as pernas cruzadas no melhor estilo "índio" de ser. Pernas com calças imundas de barro endurecido. Mesmo depois de cortar a noite acordado, ele ainda pensava em como ia escapar das correntes amarradas nos seus tornozelos e presas ao chão de terra batida.
Ele coçou o pescoço olhando para as grades ao seu redor, com um misto de cinismo e conformismo. Suspiro. As mãos caíram como mortas no chão. A cabeça ficou caída por cima do peito.
- Ai, ai.
Ele levantou. Suas roupas estavam podres. Sua camisa quase não mais existia, deixando a mostra um peito coberto de barro e sangue secos.
Do lado de fora da prisão de pedra e metal, rodeada pelo mais bravio dos mares, centenas de soldados vigiavam as águas e os céus a procura de qualquer ameaça.
Longe, bem longe, onde a vista dos guardas não podia alcançar, um enorme navio estava ancorado, esperando uma decisão. Dentro dele, uma mulher, vestida como homem, com duas espadas na cintura e olhos fundos como um precipício, se debruçava sobre um enorme mapa daqueles mares e suas terras. Três homens à sua frente a olhavam também esperando uma decisão.
Do outro lado da prisão, paralela ao navio e tão distante quanto, uma mancha verde começou a subir em espiral, da mais profunda vala daqueles mares, até a superfície, formando uma espécie de crosta na superfície da água. Ele também estava esperando.
Longe da ilha, longe dos mares, fossem quais fossem, em um outro castelo, muito mais bonito por fora, uma mulher, vestida como rainha, olhava pela janela dos seus brancos aposentos, com os braços cruzados sobre a barriga. Toda ela refletia a luz do sol, tanto na sua pele sem cor alguma, quanto no seu cabelo loiro, quanto nas suas vestes alvas. Em outro aposento, na ponta de uma mesa de metros de comprimento, um homem, vestido de rei com uma longa e majestosa capa vermelha, dava ordens.
- Preparem o navio para buscá-lo imediatamente, antes que o indesejável aconteça.
Uma lágrima escorreu pelo rosto da rainha, que não fazia a menor ideia do que iria acontecer.
Uma das carruagens reais, carregando o capitão do navio real, com cinco cavalos, saiu na sua máxima velocidade em direção ao mar.
A mulher vestida de homem se levantou, olhou para os três homens à sua frente.
- A resposta é sim.
Os três homens saíram correndo pelo navio, gritando ordens, puxando cordas, pondo o trabalho a todo vapor.
A mancha verde começou a aumentar e escurecer. Do seu centro, uma pequena rachadura apareceu e foi se alastrando aos poucos, depois aos montes.
O capitão chegou ao seu navio pronto para sair em sua total velocidade. O navio da mulher saiu em sua total velocidade. O ar cortava a madeira e os rostos de todos os tripulantes de ambos os navios.
A mancha verde já se rachara em todo seu perímetro. Seu centro, onde começaram as rachaduras, de repente se levantou e dali a criatura pulou para fora, se jogando para o alto, explodindo toda a crosta verde, inundando o próprio mar com ondas que chegariam em todas as ilhas ao redor. O mar se revoltou em um redemoinho enquanto os tentáculos do colossal meio homem meio besta clamava seus poderes, criando torres e colunas e chaminés de água azul, nuvens negras, céu vermelho e vento cinza. As escamas do seu corpo se eriçavam, o seu rosto se contraia todo em uma expressão difícil de entender. Depois de toda a epifania marítima, ele parou, olhou para onde se encontrava a prisão e gritou o seu hino de poder divino e eterno, criando ondas gigantes que correram naquela direção, carregando seus pesados tentáculos verdes em uma velocidade até então desconhecida.
O homem encostou a cabeça nas barras de ferro, tentando ouvir alguma coisa em meio a tanto silêncio. Então, ele sentiu. Ele sentiu a vibração no ar, o cheiro a que ele estava tão acostumado. Seus pelos se arrepiaram e ele suspirou mais uma vez, sabendo o que deveria esperar, e sabendo que não era nada bom.
A mulher, no alto dos seus gritos de ordem pelo navio avistou o castelo sujo, caindo aos pedaços. Seus olhos se encheram de lágrimas, seu coração apertou, sua barriga esfriou, seus lábios sorriram. Ela olhava o castelo apaixonada quando quatro tentáculos abraçaram a ilha inteira de uma só vez, e a puxou para o fundo. De longe, ela via a parte homem se erguendo acima das torres, com seus tentáculos esmagando e batendo e puxando.
- PREPAREM-SE PARA ATACAR! ela gritou com toda a força do mundo.
Com uma das mãos, o monstro jogou a parte superior do castelo de lado. Ele abriu sua boca e soltou um grito agudo e rouco, olhando para dentro dos aposentos, procurando.
Apesar da mulher ter dado a ordem, o primeiro a atirar foi o navio real, com os seus incontáveis canhões, além dos incontáveis navios menores que vinham atrás, dando suporte bélico ao maior.
O navio de madeira negra da mulher começou a atirar também. Apesar de menos canhões, o navio negro era mais forte e resistente que o navio real.
E a ópera começou.
[continua]
Assinar:
Postagens (Atom)